quinta-feira, outubro 30, 2008

Um jogo

Porque é que quando pensamos que estamos bem, vem uma ventania terrível e nos coloca no ponto de partida ?
A sua raiva leva-nos o que escrevemos na areia das praias
os nomes, as formas, os princípios
Olhamos o que pensámos ser um caminho que escolhemos e verificamos que afinal o caminho está cheio de falhas e curvas
A vida fica como um jogo onde saimos de uma casa e temos que chegar á casa final o mais ilesos possivel
E se temos alguma consciencia sem magoar os outros jogadores que vão caindo nas nossas casas
Mas é muito dificil que nestes encontrões e nestes vendavais não hajam encontrões e feridas que a pouco e pouco vão sendo lambidas e curadas ( semi )
O que vale é que ainda há portos de refugio onde podemos beber um copo e ouvir uma musica de que gostamos, um sitio para beber um chá, ler um livro e ver o mar
O que vale é que ainda há pessoas honestas para compensar a desonestidade.

domingo, outubro 19, 2008

Vivemos

Vivemos uma vida a pensar no amor
afinal a dor é imensa e resta a nostalgia dos momentos
Vivemos uma vida a dobrar esquinas
que esquinas não há que dobrar e nunca se chega ao fim
vivemos convencidos que sabemos
o que afinal nem sequer pensamos saber
vivemos em função de impulsos
uns e outros motivados pelo desejo
de uma felicidade que não alcançamos
vivemos no dobrar rápido dos dias
sob o engano das noites de lua cheia
vivemos sem o carinho dos peixes
que se movem neste vasto oceano
nem as caricias deste calmo e sereno rio

quarta-feira, novembro 28, 2007

Ternura de um olhar

Sentir nos teus olhos a ternura
Com que enfrentas todos os dias o sol
Sentir no teu beijo a tremura
de sentimentos esfriados
Querer dizer-te o que te quero
Tocar-te ao de leve e aquecer-te
Ter a tua cabeça no meu ombro
beijar-te os olhos ao de leve
Vem inteira e sem temor
diz que me amas e me queres
Abraça-me nos teus braços
aperta-me no teu seio
Beija-me com a tua boca
e sente o meu desejo subir

segunda-feira, novembro 26, 2007

As esquinas , sempre as esquinas

Sorver-te os seios de loucura
Nas praias brancas que não percorremos
Percorrer as ruas desse corpo
olhando cada esquina de surpresa

Este frio que nos faz apertar
corpo contra corpo de carinho
Este sol que nos faz despertar
Rompendo nesta cama deserta

Sorver-te os seios de mansinho
como quem bebe a ultima bebida
dobrar-te as esquinas da alma
amando-te cada palavra proferida

quarta-feira, julho 11, 2007

Lua distante

Se fosse fácil amar-te
como quem ama uma lua
Se fosse fácil desejar
que estivesses aqui, nua

desejar-te despida
numa noite de luar
corpo queimado do sol
que teimas em beijar

As esquinas que dobrei
as veredas que corri
as mulheres que "amei"
tudo para ti ?

Sonho alto na noite
e a lua vem devagar
pousando na minha testa
dizendo que és o luar

segunda-feira, julho 09, 2007

O calor

Sinto-me de repente livre
Como a andorinha que refez o ninho desfeito
como os meus gatos que teimosamente depõem um rato á minha porta
Volta e meia o calor aquece o ar que respiro
Aquece o ar que respiramos
Mas elevo-me nele e abro os braços
À felicidade que me escapa

Sinto-me de repente como se tivesse algemas
apertando os pulsos de vermelho

Sinto-me de repente
e grito na noite escura á lua
que teimosamente não sai da frente da minha janela

quarta-feira, junho 20, 2007

Quase Verão

A chuva teima em não nos deixar
mesmo que miudinha e cheia de boa vontade
Daquela que me preencheu os dias em Paris, tão distantes
Da que me acompanhava errante junto ao Sena
Só o cheiro que emana é diferente
Tem a ver com as novas sensações que nos preenchem o corpo

Apesar de tudo lá vamos percorrendo de miudo os corpos nus
prevendo as suas linhas escorridas nas areias brancas das praias

Gritando aos ventos as nossas raivas incontidas
Sorrindo para o céu cada vez que se abre o sol entre as nuvens

terça-feira, junho 12, 2007

Pois é !!!

De manhã acordo com o som dos melros fora no jardim
e Lembrando-me sempre o teu sorriso
O sol tem teimado em chegar de vez nesta primavera
Mas as andorinhas voltaram ao mesmo ninho
Tal como nós voltamos aos mesmos sitios
Mesmo que sem as mesmas razões, sensações
Olha bem fora a ver se não tens os mesmos melros
As mesmas andorinhas nesse ninho de varanda
As mesmas notas soltas daquele saxofone
A voz da Ella a cantar solitude
de manhã acordo e levanto-me para ver se o teu sorriso continua no chilrreio dos melros fora

terça-feira, janeiro 23, 2007

O Frio e a Lua

Quando o frio desperta em nós a raiva
Acendemos a lareira a esperamos
que o calor nos invada de vagar o corpo
Bebemos um trago de champagne em flute gelada
Como a noite que faz lá fora
Então entoamos quase sem querer aquela música
que nos fala de alguém bem conhecido
Olhamos a janela a ver as estrelas
E a lua está bem lá fora à nossa espreita
Em busca de uma gota que se desperdice
Falta alguma coisa na noite fria

domingo, janeiro 07, 2007

Amanheceu

Amanheceu húmido e enevoado por cima da cidade
Dentro de mim o calor que restava de outras noites
Logo mais sobre a baia da cidade
vou coleccionando os olhares das gaivotas
Os raios de sol que restarem vão ser fruto
de repasto dos poucos que conhecem ainda este local
os gritos das gaivotas vão-se ouvir por dentro das pedras da calçada
O uivar dos ventos em noites de tempestade
serão abafados então pelo azul deste rio que já o foi
Pelo branco da neblina que o cobre
Pelos golfinhos que alegremente nele saltaram
Pelos beijos roubados á sua beira

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Olá

Desejar um 2007 repleto de felicidade e de concretizar de sonhos a todos os meus amigos que aqui me vêm visitar.
2006 acabou sem grande brilho
Mas a força de entrar neste novo ano é muita
Vamos á luta e vento sempre de feição

Ano Novo

Mesmo quando de mãos dadas entramos água dentro com risos de crianças
E os sorrisos. E os corpos nus. E o calor. Tudo nos envolve e recebe.
Nesses dias de soalheira. Os corpos deitam-se por terra
As mãos que os afagam têm asas nos dedos....
E os nossos corpos unidos em baloiço tocam no tecto da noite
E as nossas mãos percorrem os nossos corpos...
A lua cheia lá em cima como cumplice
(escrito a meias )

domingo, outubro 15, 2006

A solidão desta enorme casa abate-se
sobre os ombros de quem ama
Nem desculpas nem perdões de demovem
Amor que nasceste num dia de Abril ?
Chove ?
Lá fora ou cá dentro
Tanto faz, mas sabe a sal
Onde vou sem o teu amor ?

segunda-feira, setembro 25, 2006

Sem ti que sentido faz este espaço
como não o faz as noites frias na lareira
o vento soprando por cima das ondas
que no mar saltavam na nossa direcção

Sem ti o que é dos dias em que o vento
soltando a sua raiva, nos encontra
nos braços um do outro

Nat uralmente sem ti
nem sequer fazem sentidos as mensagens
que trocavamos em segredo
(as que enviavamos e as que sentiamos)
ália s, sem ti nem o sol fará sentido naquele pôr de sol

domingo, setembro 03, 2006

Ao lado não havia o teu calor
nem o contorno dos teus seios
a varanda não cheirava a tabaco
A cama ainda estava quente de ti
os meus braços vazios dos teus

quarta-feira, agosto 30, 2006

Sem ti renascem as noites solitárias e frias
a vontade de escrever vai morrendo
Falta-me a tua boca de beijos
de palavras amigas
Falta-me o teu corpo de caricias
dançarino sem o saber
Falta-me a luz que de noite
me ilumina os passos
As mãos que movem as pedras
O companheirismo de um copo de vinho frente ao Sado
Frente a um qualquer rio ou escarpa
Sem ti falta-me o riso franco e aberto
que me arrepiava o corpo
Volta depressa amor
O teu cheiro está demasiadamente embrenhado em mim
Quero-te

segunda-feira, agosto 21, 2006

Os Castelos !!!


as ameias
os espanhóis
os recantos misteriosos
as planicies em volta
os encantos
os castelos que defendem
os morros
as cidades
as gentes