Sinto o vazio de palavras
Que afinal não mais eram que palavras
Sinto o frio da distância
que não é mais do que o percurso
de um longo caminho á beira mar
Sinto que o que procuramos
e dizemos que procuramos
não mais passa de uma intenção
Que afinal morre ao primeiro sopro de vento
que na sua raiva se faz sentir
Sinto uma enorme dor
De não entender esse olhar
misterioso e inocente
que afinal não tem nada de real
Qual sereia encantando o pescador
Sinto o que experiência
Não faz sentir sem razão
que mais uma esquina
se dobrou sem que aparecesses
quando afinal estiveste tão perto
Sinto que a raiva do vento
se faz sentir mais forte
me fez dobrar de tristeza
me fez chorar de amargura
Mais uma vez seguirei as ruas desertas
desta cidade destruída
na esperança de encontrar
Uma esquina finalmente
terça-feira, julho 23, 2013
domingo, julho 21, 2013
Um dia as esquinas têm de acabar
As noites começam a ser longas
para que no dia seguinte te beije
As mãos começam a ser poucas
para te percorrer o corpo
As palavras saem normalmente
das nossas bocas ávidas
O toque suave dos dedos
que inventamos todos os dias
Preencho o meu tempo nos teus olhos
preencho os dias na tua voz
Adormeço nos teus braços desconhecidos
no meu colo afago o teu cabelo
Adivinho em ti a ultima esquina
o ultimo sopro do vento na sua raiva
A ternura da voz que me segreda
A viagem pela via do carinho
para que no dia seguinte te beije
As mãos começam a ser poucas
para te percorrer o corpo
As palavras saem normalmente
das nossas bocas ávidas
O toque suave dos dedos
que inventamos todos os dias
Preencho o meu tempo nos teus olhos
preencho os dias na tua voz
Adormeço nos teus braços desconhecidos
no meu colo afago o teu cabelo
Adivinho em ti a ultima esquina
o ultimo sopro do vento na sua raiva
A ternura da voz que me segreda
A viagem pela via do carinho
sexta-feira, julho 19, 2013
Hesitação
Saíste feita sereia deste mar que nos rodeia
Por isso trouxeste nos olhos
roubado da cor do mar
o Verde com que me olhas ainda hesitante
Beijei-te ao de leve
estremeceste
Conversamos longamente os nossos dias de sol e chuva
fiz-te ouvir a musica que tenho na saudade
de um abraço mais fraterno
fiz-te olhar nos olhos as sombras e os ritmos dos corpos
Que se fazem sentimento
que se juntam ou afastam
que se amam ou odeiam
Mas não voltaste ao mar
ficaste para que pudesse ver nos teus olhos
aquela cor verde que só mesmo na Arrábida
Para que te pudesse ler neles
A tua hesitação no abraço
a tua hesitação no beijo
Por isso trouxeste nos olhos
roubado da cor do mar
o Verde com que me olhas ainda hesitante
Beijei-te ao de leve
estremeceste
Conversamos longamente os nossos dias de sol e chuva
fiz-te ouvir a musica que tenho na saudade
de um abraço mais fraterno
fiz-te olhar nos olhos as sombras e os ritmos dos corpos
Que se fazem sentimento
que se juntam ou afastam
que se amam ou odeiam
Mas não voltaste ao mar
ficaste para que pudesse ver nos teus olhos
aquela cor verde que só mesmo na Arrábida
Para que te pudesse ler neles
A tua hesitação no abraço
a tua hesitação no beijo
quarta-feira, julho 10, 2013
Sentir
Senti que a tua mão se fazia deslizar sobre a minha
o meu corpo fez estremecer o teu
nus sob o sol escaldante iniciamos uma dança
só a água nos atenuava o desejo
Fiz-te caminhar pela margem do que sinto
fizeste-me percorrer o teu corpo de desejo
Beijamo-nos ainda com mais ardor
do que este sol nos beijava
Partilhamos apenas o desejo
O carinho de sentir as mãos
deslizando pelos corpos
Vamos aprendendo o outro
nas mãos deste sol que nos envolve
Com a energia que nos consome
o meu corpo fez estremecer o teu
nus sob o sol escaldante iniciamos uma dança
só a água nos atenuava o desejo
Fiz-te caminhar pela margem do que sinto
fizeste-me percorrer o teu corpo de desejo
Beijamo-nos ainda com mais ardor
do que este sol nos beijava
Partilhamos apenas o desejo
O carinho de sentir as mãos
deslizando pelos corpos
Vamos aprendendo o outro
nas mãos deste sol que nos envolve
Com a energia que nos consome
sexta-feira, março 08, 2013
E a Primavera ?
Já se sente a primavera
Apesar da chuva e do frio
Mas lá fora os melros já cantam pela manhã
E vão tentando comer da nespereira do jardim
Já se pode ouvir o seu canto melodioso
... Romeu sem Julieta
árvore sem ave
esquina sem ser dobrada
E sempre o vento na sua raiva
E sempre a solidão destes quatro muros
( 17.02.2013 )
Apesar da chuva e do frio
Mas lá fora os melros já cantam pela manhã
E vão tentando comer da nespereira do jardim
Já se pode ouvir o seu canto melodioso
... Romeu sem Julieta
árvore sem ave
esquina sem ser dobrada
E sempre o vento na sua raiva
E sempre a solidão destes quatro muros
Paixão
Estou apaixonado pela vida !
Não, não se admirem, não é preciso apaixonar-me por alguém, ou por todos.
Olho lá fora o sol e dá-me um aperto de coração
o que para mim, é estar apaixonado pela vida
O sol é a vida, certo ?
O frio é a morte
Lembro-me sempre das marchas fúnebres do jazz de New Orleans,
de inicio é uma marcha da morte mas ao sair do cemitério, cantam a vida
A vida continua, apesar de tudo.
Mesmo que hajam os mentirosos, os aldrabões ( que nalguns lados são o mesmo ) os corruptos
Mesmo que estejamos hoje sós
Vale sempre uma amizade mais do que este sol.
( 24.02.2013 )
Não, não se admirem, não é preciso apaixonar-me por alguém, ou por todos.
Olho lá fora o sol e dá-me um aperto de coração
o que para mim, é estar apaixonado pela vida
O sol é a vida, certo ?
O frio é a morte
Lembro-me sempre das marchas fúnebres do jazz de New Orleans,
de inicio é uma marcha da morte mas ao sair do cemitério, cantam a vida
A vida continua, apesar de tudo.
Mesmo que hajam os mentirosos, os aldrabões ( que nalguns lados são o mesmo ) os corruptos
Mesmo que estejamos hoje sós
Vale sempre uma amizade mais do que este sol.
( 24.02.2013 )
Sentir
Sentir na pele o sofrimento que se desenha
Olhar o sol com a força do vento
Quebrar todas as amarras com o porto
Rasgar fundo na pele o nome de quem amamos
Ir ver as gaivotas a rasgarem o ar com os seus berros
Em procura do peixe desejado
Sentir a solidão e a dor
querer ter-te aqui sem preconceitos
nua e cheia do desejo que te tenho
Poder percorrer o mapa do teu corpo com os dedos ávidos
Pedir perdão por todos os desencontros
por todas as esquinas mal dobradas
Sentir o teu corpo estremecer sob o meu
sentir o calor que tens no teu interior
fechar-te a boca num longo beijo
Como se fosse a ultima vez
Querer ter-te aqui para partilhar o desgosto
de não te ter junto ao mar naquele por de sol
Sentir que algo se pode aproximar
que pode ferir-te ( ferir-me )
E que não teremos tempo para as nossas viagens
para os nossos devaneios
para conhecermos melhor os nossos corpos
sedentos deste amor que arde
Olhar o sol com a força do vento
Quebrar todas as amarras com o porto
Rasgar fundo na pele o nome de quem amamos
Ir ver as gaivotas a rasgarem o ar com os seus berros
Em procura do peixe desejado
Sentir a solidão e a dor
querer ter-te aqui sem preconceitos
nua e cheia do desejo que te tenho
Poder percorrer o mapa do teu corpo com os dedos ávidos
Pedir perdão por todos os desencontros
por todas as esquinas mal dobradas
Sentir o teu corpo estremecer sob o meu
sentir o calor que tens no teu interior
fechar-te a boca num longo beijo
Como se fosse a ultima vez
Querer ter-te aqui para partilhar o desgosto
de não te ter junto ao mar naquele por de sol
Sentir que algo se pode aproximar
que pode ferir-te ( ferir-me )
E que não teremos tempo para as nossas viagens
para os nossos devaneios
para conhecermos melhor os nossos corpos
sedentos deste amor que arde
quinta-feira, janeiro 17, 2013
Olhos
Os teus olhos brilham na noite
Feitos faróis para o meu caminho
Sinto na tua voz o desejo
No teu corpo arrepiado pelas minhas mãos
sinto o carinho de todos os dias
falas das tuas esquinas que tanto dobraste
falo das minhas que ainda dobro
Digo-te da raiva do vento
Beijo-te o corpo de suaves lábios
abres-me a boca ávida de mim
percorres o meu corpo apreendendo cada recanto
suspiras quando te toco
E os teus olhos percorrem o meu corpo
sabendo que dentro em pouco vai ser teu
E a tua boca diz-me o quanto me queres
Deitas-te depois a meu lado e contas-me a tua vida de espinhos
Feitos faróis para o meu caminho
Sinto na tua voz o desejo
No teu corpo arrepiado pelas minhas mãos
sinto o carinho de todos os dias
falas das tuas esquinas que tanto dobraste
falo das minhas que ainda dobro
Digo-te da raiva do vento
Beijo-te o corpo de suaves lábios
abres-me a boca ávida de mim
percorres o meu corpo apreendendo cada recanto
suspiras quando te toco
E os teus olhos percorrem o meu corpo
sabendo que dentro em pouco vai ser teu
E a tua boca diz-me o quanto me queres
Deitas-te depois a meu lado e contas-me a tua vida de espinhos
domingo, dezembro 30, 2012
brinde
Fecha-se mais um ano de dobrar esquinas.
Um ano de raiva contra quem nos quer destruir
Amor clandestino voa por cima das nuvens
afaga-me ao de leve no meu dormir
Destroem-nos a esperança e as vidas
Dos filhos, dos netos de nós próprios
Gritam as gaivotas rasando as ondas
deste mar revolto para onde nos empurram
E tu meu amor brinda comigo
Neste tempo de luta
Brinda e bebe do meu copo partilhado
deixa que a musica nos embale de felicidade
Mas sem que adormeça a nossa ideia
sem que nos adormeça de vez
Beijo-te profundamente no teu ventre
desejando-te ao pé de mim nestes tempos
Acompanha-me neste brinde
mesmo que estejas longe
Vamos ganhando a força precisa
para mudar o leme que nos afoga
Um ano de raiva contra quem nos quer destruir
Amor clandestino voa por cima das nuvens
afaga-me ao de leve no meu dormir
Destroem-nos a esperança e as vidas
Dos filhos, dos netos de nós próprios
Gritam as gaivotas rasando as ondas
deste mar revolto para onde nos empurram
E tu meu amor brinda comigo
Neste tempo de luta
Brinda e bebe do meu copo partilhado
deixa que a musica nos embale de felicidade
Mas sem que adormeça a nossa ideia
sem que nos adormeça de vez
Beijo-te profundamente no teu ventre
desejando-te ao pé de mim nestes tempos
Acompanha-me neste brinde
mesmo que estejas longe
Vamos ganhando a força precisa
para mudar o leme que nos afoga
segunda-feira, novembro 12, 2012
carinhos
De azul estava pintado o mar
No dia em que te estendi a mão
Ouvimos atentos aquela canção da Bethania
Os corpos aqueciam o ar frio
as mãos iam aprendendo os caminhos, os carinhos
os carinhos soltaram amarras
singraram mar dentro de ti
partilhando o amor que sentíramos
Os carinhos dos nossos caminhos
No dia em que te estendi a mão
Ouvimos atentos aquela canção da Bethania
Os corpos aqueciam o ar frio
as mãos iam aprendendo os caminhos, os carinhos
os carinhos soltaram amarras
singraram mar dentro de ti
partilhando o amor que sentíramos
Os carinhos dos nossos caminhos
segunda-feira, agosto 20, 2012
O vento
O vento trás de volta este sentimento
Da procura do impossível
De corrermos ruas em procura
de esquinas que ainda não dobramos
O mar faz-me lembrar os amores vividos
Na beira mar, beira rio a olhar as gaivotas
Ouvindo os seus gritos
Vendo os seus belos voos
Nas nuvens que já se fazem sentir
Nas manhãs mais friorentas deste verão
olho os teus olhos brilhantes
suplicando o meu abraço
Da procura do impossível
De corrermos ruas em procura
de esquinas que ainda não dobramos
O mar faz-me lembrar os amores vividos
Na beira mar, beira rio a olhar as gaivotas
Ouvindo os seus gritos
Vendo os seus belos voos
Nas nuvens que já se fazem sentir
Nas manhãs mais friorentas deste verão
olho os teus olhos brilhantes
suplicando o meu abraço
quarta-feira, julho 25, 2012
viver a cidade
Saio para sentir que existem outros corpos
percorro as ruas desta cidade
abandonadas e sujas
As esquinas já não desvendam os mistérios de outrora
Vazias de quem nos acompanhou tanto tempo
Depois
Em casa nem um sussurro
Vou vivendo como este País, sem futuro
percorro as ruas desta cidade
abandonadas e sujas
As esquinas já não desvendam os mistérios de outrora
Vazias de quem nos acompanhou tanto tempo
Depois
Em casa nem um sussurro
Vou vivendo como este País, sem futuro
terça-feira, maio 29, 2012
a silhueta
De repente uma esquina
O vento dobra-a na sua raiva
e surge uma silhueta
De repente a vida parece renascer
Mas a esquina teima em ser dobrada
e surge a raiva
De repente calam-se os melros na noite
e a silhueta esfuma-se no vento
Qual nuvem
De repente pensamos que mesmo assim
Nesta busca de esquinas
Neste soprar do vento
Podemos não saber ler os outros lábios
Podemos não saber ouvir
Podemos não saber perdoar
De repente a silhueta magoa
sopra dentro de nós o frio
de uma razão que julga sua
de uma dureza de quem não erra
O vento dobra-a na sua raiva
e surge uma silhueta
De repente a vida parece renascer
Mas a esquina teima em ser dobrada
e surge a raiva
De repente calam-se os melros na noite
e a silhueta esfuma-se no vento
Qual nuvem
De repente pensamos que mesmo assim
Nesta busca de esquinas
Neste soprar do vento
Podemos não saber ler os outros lábios
Podemos não saber ouvir
Podemos não saber perdoar
De repente a silhueta magoa
sopra dentro de nós o frio
de uma razão que julga sua
de uma dureza de quem não erra
terça-feira, maio 15, 2012
choveu
Choveu esta noite na minha rua
Acordei de repente
estavas a meu lado feito sombra
suavas de uma noite de amor
cheiravamos a sexo e desejos
tinhamos os corpos entrelaçados
e o som daquela musica
continuava a sussurar-me aos ouvidos
o amor que nos tinhamos
Acordei de repente
estavas a meu lado feito sombra
suavas de uma noite de amor
cheiravamos a sexo e desejos
tinhamos os corpos entrelaçados
e o som daquela musica
continuava a sussurar-me aos ouvidos
o amor que nos tinhamos
acordas
Acordas com o dia largo
tens incertezas ao por de sol
vives no medo dos outros
No teu próprio recrias o vento
Falas de medos e amores
que em tempos viveste
Olhas a beleza do que foste
saudade do que tiveste
tens incertezas ao por de sol
vives no medo dos outros
No teu próprio recrias o vento
Falas de medos e amores
que em tempos viveste
Olhas a beleza do que foste
saudade do que tiveste
Ouvir a chuva
Ouço a chuva sussurrar-me
Os eternos melros segredar-me
que existes algures neste tempo
Feita de carne e amor
Olho o verde desta serra
Arrábida minha vizinha
Olho o azul deste mar
deste rio que me banha
Sinto que a solidão me toca
mais nos domingos de tarde
quando a nostalgia de uma musica
me faz olhar o céu azul e tremer
Os eternos melros segredar-me
que existes algures neste tempo
Feita de carne e amor
Olho o verde desta serra
Arrábida minha vizinha
Olho o azul deste mar
deste rio que me banha
Sinto que a solidão me toca
mais nos domingos de tarde
quando a nostalgia de uma musica
me faz olhar o céu azul e tremer
domingo, janeiro 29, 2012
Duvidas (2 )
As esquinas escondem o medo do compromisso (?)
Na curva de cada uma delas há uma cara de mulher
Em cada cara a ideia de perder o que sou ?
A imagem reflectida nas pedras são indefinidas e cinzentas
Apareces tu entre elas e desapareces
Afinal, sempre exististes
no dobrar de cada esquina eras tu e não eras
Os corpos que amei eram um ou muitos ?
Estariam no meu caminho para me amar ?
Na curva de cada uma delas há uma cara de mulher
Em cada cara a ideia de perder o que sou ?
A imagem reflectida nas pedras são indefinidas e cinzentas
Apareces tu entre elas e desapareces
Afinal, sempre exististes
no dobrar de cada esquina eras tu e não eras
Os corpos que amei eram um ou muitos ?
Estariam no meu caminho para me amar ?
duvidas
Quando estamos sós
numa noite fria e húmida
de trespassar os ossos de dor
Pensamos na partilha
olhamos as esquinas que se dobraram
Será que conseguimos mesmo ?
Que estamos prontos a dar ?
Que podemos partilhar tudo da nossa vida ?
Quando a solidão aperta
temos a certeza
temos a força do vazio
queremos mesmo ser dois num
Mas depois
na imagem que temos
de uma vida a dois ?
Seremos capazes de o ser ?
de dividir com o outro os espaços ?
numa noite fria e húmida
de trespassar os ossos de dor
Pensamos na partilha
olhamos as esquinas que se dobraram
Será que conseguimos mesmo ?
Que estamos prontos a dar ?
Que podemos partilhar tudo da nossa vida ?
Quando a solidão aperta
temos a certeza
temos a força do vazio
queremos mesmo ser dois num
Mas depois
na imagem que temos
de uma vida a dois ?
Seremos capazes de o ser ?
de dividir com o outro os espaços ?
quinta-feira, dezembro 22, 2011
O tempo
Sentes como o tempo passa ? Como quem vai num avião e vê passar as nuvens em alta velocidade, e de repente ainda mal saíste já estás no teu destino ?
Sentes os beijos que ficam por dar, os abraços, os imensos e ternos abraços ?
Quando olhas para a frente vês que o filho que nasceu ontem já é um homem
Sentes o peso do tempo, no peso que tens nos ombros
E de repente vês o mundo desmoronar-se em pedaços do que julgas ser um futuro incerto
De repente sentes a humilhação de teres estudado e vivido para alguém sem o teu consentimento e impunemente te roubar
Sentes que os cravos que trazias nas mãos perderam o perfume e a cor
Sobretudo a cor
essa cor de sangue, do sangue que foi derramado para que surgisse a alvorada
Mas não hesites em gritar ao vento a tua raiva
Vamos concerteza passar mais esta armadilha do tempo
Já não temos o Zeca , mas teremos outros que saibam cantar os novos vampiros
Os poetas saberão dar voz á revolta
Acredita que ainda é possível que a verdade e a honestidade vençam
Nesta noite imensa de frio dá-me a mão
caminha comigo ao longo desta praia deserta
Vamos chamar as gaivotas sedentas de peixe.
Beija-me forte e com ternura
mas sem que me feches a boca aos gritos
nem as mãos para que bradam enérgicas.
Sentes os beijos que ficam por dar, os abraços, os imensos e ternos abraços ?
Quando olhas para a frente vês que o filho que nasceu ontem já é um homem
Sentes o peso do tempo, no peso que tens nos ombros
E de repente vês o mundo desmoronar-se em pedaços do que julgas ser um futuro incerto
De repente sentes a humilhação de teres estudado e vivido para alguém sem o teu consentimento e impunemente te roubar
Sentes que os cravos que trazias nas mãos perderam o perfume e a cor
Sobretudo a cor
essa cor de sangue, do sangue que foi derramado para que surgisse a alvorada
Mas não hesites em gritar ao vento a tua raiva
Vamos concerteza passar mais esta armadilha do tempo
Já não temos o Zeca , mas teremos outros que saibam cantar os novos vampiros
Os poetas saberão dar voz á revolta
Acredita que ainda é possível que a verdade e a honestidade vençam
Nesta noite imensa de frio dá-me a mão
caminha comigo ao longo desta praia deserta
Vamos chamar as gaivotas sedentas de peixe.
Beija-me forte e com ternura
mas sem que me feches a boca aos gritos
nem as mãos para que bradam enérgicas.
terça-feira, novembro 01, 2011
o vento e o sol
Olho em volta e não te encontro
Amor de uma vida inacessível
Tento ouvir a tua voz, mas o vento ...
Tento ver-te ao longe mas o sol ...
Sinto o teu cheiro ainda no meu corpo
E o tesão sobe por mim
Sinto o macio da tua pele
A doçura dos teus beijos
A tua voz nos meus ouvidos
Murmurando palavras
que só tu me sabes dizer
Amor de uma vida inacessível
Tento ouvir a tua voz, mas o vento ...
Tento ver-te ao longe mas o sol ...
Sinto o teu cheiro ainda no meu corpo
E o tesão sobe por mim
Sinto o macio da tua pele
A doçura dos teus beijos
A tua voz nos meus ouvidos
Murmurando palavras
que só tu me sabes dizer
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