quarta-feira, julho 26, 2006
quinta-feira, julho 13, 2006
Atenas
Parto sem ti
mas contigo
dentro da minha bagagem de peito
Vou gritar ao mar o teu nome
em despique com as gaivotas
Caminharei mão na mão
pelas ruas "desertas"
da cidade longiqua
Em cada esquina escreverei o teu nome
voltarei com mais vontade de ti
mas contigo
dentro da minha bagagem de peito
Vou gritar ao mar o teu nome
em despique com as gaivotas
Caminharei mão na mão
pelas ruas "desertas"
da cidade longiqua
Em cada esquina escreverei o teu nome
voltarei com mais vontade de ti
quinta-feira, julho 06, 2006
Os Dias
os dias correm silenciosos
por entre as pedras e as casas
sinto no corpo a força
do arco iris que faltou
e os dias teimam em correr
no silêncio da tua boca
e o meu corpo calou
no teu feito carinho
vens afinal ao meu encontro ?
feita neblina ou gaivota
na raiva que envolve o vento
os teus cabelos esvoaçam
o teu sexo suado do meu
a tua boca gemendo devagar
vem ave ligeira
vem
( 27 Junho 2006 )
por entre as pedras e as casas
sinto no corpo a força
do arco iris que faltou
e os dias teimam em correr
no silêncio da tua boca
e o meu corpo calou
no teu feito carinho
vens afinal ao meu encontro ?
feita neblina ou gaivota
na raiva que envolve o vento
os teus cabelos esvoaçam
o teu sexo suado do meu
a tua boca gemendo devagar
vem ave ligeira
vem
( 27 Junho 2006 )
segunda-feira, junho 26, 2006
A culpa é do melro
Nestes dias de verão
em que as nuvens descem do céu
os pássaros cantam o nascer do sol
no vasto olival
O teu corpo estará nestes dias
ansioso do meu corpo tão carente
a tua boca da minha
como eu do teu abraço
E o sol que se recusa
a encurtar a distância
a lua que se recusa
a iluminar os nossos corpos suados
Vem amor receber-me
receber em ti
O verão será nosso
acordaremos ao canto dos melros
os corpos suados
de uma noite saciados.
(26.06.06)
em que as nuvens descem do céu
os pássaros cantam o nascer do sol
no vasto olival
O teu corpo estará nestes dias
ansioso do meu corpo tão carente
a tua boca da minha
como eu do teu abraço
E o sol que se recusa
a encurtar a distância
a lua que se recusa
a iluminar os nossos corpos suados
Vem amor receber-me
receber em ti
O verão será nosso
acordaremos ao canto dos melros
os corpos suados
de uma noite saciados.
(26.06.06)
sábado, junho 24, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
deitei-me a noite passada
com um cadáver de mulher nua aos pés
os seios quentes
o sexo frio
e o corpo pedindo prazer
os olhos de um azul do mar
onde as ondas eram brancas
manchadas de morte
as pernas entreabertas
na noite, pareciam de cera
levantei-me, então e beijei-a
a sua boca manteve-se fria
e fria a noite que a levou
ainda recordo essa mulher
que me acompanhou uma noite
só não vi os cabelos por os não ter
mas os ossos e os dedos eram tão frios
que fiquei gelado
mesmo quando a noite a levou
no entanto
o corpo sempre a pedir prazer
( 1972 )
com um cadáver de mulher nua aos pés
os seios quentes
o sexo frio
e o corpo pedindo prazer
os olhos de um azul do mar
onde as ondas eram brancas
manchadas de morte
as pernas entreabertas
na noite, pareciam de cera
levantei-me, então e beijei-a
a sua boca manteve-se fria
e fria a noite que a levou
ainda recordo essa mulher
que me acompanhou uma noite
só não vi os cabelos por os não ter
mas os ossos e os dedos eram tão frios
que fiquei gelado
mesmo quando a noite a levou
no entanto
o corpo sempre a pedir prazer
( 1972 )
quinta-feira, junho 08, 2006
sexta-feira, junho 02, 2006
Jazziazuis
Cá volto às sugestões.
Se gostam de jazz vocal comprem a colectanea da Billie Holiday " A tribute to Gershwin & friends".
Para o piano, em trio, " the Village Vanguard sessions " com Bill Evans ou ouçam uma sua versão de " Autumn Leaves".
E para trompete, não percam qualquer dos discos de Chet Baker ( ouçam a versão de " my funny vallentine ") e quem o esteve a ouvir no Parque de Palmela em Lisboa, já lá vão uns anitos ?.
E tenham um bom fim de semana se fizerem o favor.
Bom jazz.
Se gostam de jazz vocal comprem a colectanea da Billie Holiday " A tribute to Gershwin & friends".
Para o piano, em trio, " the Village Vanguard sessions " com Bill Evans ou ouçam uma sua versão de " Autumn Leaves".
E para trompete, não percam qualquer dos discos de Chet Baker ( ouçam a versão de " my funny vallentine ") e quem o esteve a ouvir no Parque de Palmela em Lisboa, já lá vão uns anitos ?.
E tenham um bom fim de semana se fizerem o favor.
Bom jazz.
segunda-feira, maio 29, 2006
sexta-feira, maio 26, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
quarta-feira, maio 17, 2006
Onde as nuvens nos transportam
se neste céu azul transparece o mar ?
Se no voar das gaivotas a liberdade
de gritar ao vento se vê desenhada na areia ?
No fundo um saxofone toca uma melodia de Gershwin
O aeroporto enche de gente que vai para algum lado
Aqui neste canto, espero a hora de chegares
E o sol resolveu que o azul e as gaivotas são parte do seu brilho
Do teu brilho no olhar ( Sergio, obrigado pela sugestão )
Do teu rir franco
se neste céu azul transparece o mar ?
Se no voar das gaivotas a liberdade
de gritar ao vento se vê desenhada na areia ?
No fundo um saxofone toca uma melodia de Gershwin
O aeroporto enche de gente que vai para algum lado
Aqui neste canto, espero a hora de chegares
E o sol resolveu que o azul e as gaivotas são parte do seu brilho
Do teu brilho no olhar ( Sergio, obrigado pela sugestão )
Do teu rir franco
sexta-feira, maio 12, 2006
terça-feira, maio 09, 2006
Jazziazuis
Muito bem, sem grande alarido, já repararam que gosto de Paris.
De jazz , pelo tema que toca por aí, e já agora de cinema pelo filme a que está associado.
Gostaria de aqui deixar para que vão procurar e ouçam, algumas das coisas que mais me tocaram.
John Coltrane ouçam por favor o tema My favourite things
Keith Jarrett ouçam os Concertos de Colónia
John Mclhaughlin, Paco de Lucia e Al di Meola ouçam Friday Nigth in San Francisco
Vou deixando umas sugestões para algumas noites de solidão ou de boa companhia.
Espero que gostem.
De jazz , pelo tema que toca por aí, e já agora de cinema pelo filme a que está associado.
Gostaria de aqui deixar para que vão procurar e ouçam, algumas das coisas que mais me tocaram.
John Coltrane ouçam por favor o tema My favourite things
Keith Jarrett ouçam os Concertos de Colónia
John Mclhaughlin, Paco de Lucia e Al di Meola ouçam Friday Nigth in San Francisco
Vou deixando umas sugestões para algumas noites de solidão ou de boa companhia.
Espero que gostem.
quinta-feira, maio 04, 2006
Quando o cinzento do céu nos invade
E nem um raio de sol consegue um sorriso
Quando tu ficas longe
Sem saber onde ando e que fazer
Então olho para o teu retrato
Penso no meu filho
Saio para a rua a gritar
Até desvanecer toda a melancolia
Ontem quando acordei o sol lá estava
cumprindo a sua missão
A cotovia cantava no olival
O resto era silêncio
O silêncio que todos os dias tenho dentro de mim
Onde andas amor distante ?
Onde fazes carinhos de arrepiar ?
Grito no escuro e não se ouve
Falo com o teu retrato e nem um ai
Só a cotovia me ouviu
Só o vento lá fora assobiou
Amanhã hei-de olhar a rua
e encontrar os raios de sol
que me aqueçam a alma
e este corpo abandonado.
E nem um raio de sol consegue um sorriso
Quando tu ficas longe
Sem saber onde ando e que fazer
Então olho para o teu retrato
Penso no meu filho
Saio para a rua a gritar
Até desvanecer toda a melancolia
Ontem quando acordei o sol lá estava
cumprindo a sua missão
A cotovia cantava no olival
O resto era silêncio
O silêncio que todos os dias tenho dentro de mim
Onde andas amor distante ?
Onde fazes carinhos de arrepiar ?
Grito no escuro e não se ouve
Falo com o teu retrato e nem um ai
Só a cotovia me ouviu
Só o vento lá fora assobiou
Amanhã hei-de olhar a rua
e encontrar os raios de sol
que me aqueçam a alma
e este corpo abandonado.
terça-feira, maio 02, 2006
O que faço neste sitio tão ermo ?
Por acaso sabes tu, mulher com quem sonho ?
Ou será apenas em mim que te sinto
Mover?
Que som tão cheio destas chuvas de primavera
Que cheiro tão cheio destas terras molhadas
Olho o horizonte e o azul entre as nuvens faz-me lembrar o teu sorriso
tenho o sabor do teu corpo na minha lingua
e o teu cheiro recorda-me o das estevas do campo
Quando ouvires as andorinhas a alimentarem as crias
Pensa em mim aqui neste ermo
Por acaso sabes tu, mulher com quem sonho ?
Ou será apenas em mim que te sinto
Mover?
Que som tão cheio destas chuvas de primavera
Que cheiro tão cheio destas terras molhadas
Olho o horizonte e o azul entre as nuvens faz-me lembrar o teu sorriso
tenho o sabor do teu corpo na minha lingua
e o teu cheiro recorda-me o das estevas do campo
Quando ouvires as andorinhas a alimentarem as crias
Pensa em mim aqui neste ermo
sábado, abril 29, 2006
Olho a rua deserta, neste dia solarengo
O Azul confunde-me, no céu no rio nos teus olhos
sinto o calor invadir-me lentamente o corpo
mas este caminho tão estreito e cheio de escolhos
não me deixa sossegado,nem tão pouco seguro
estas esquinas que dobro,sem ver o fim das ruas
sempre o mesmo passo, sempre o mesmo vazio
sempre as mãos estendidas em busca das tuas
e a raiva do vento a entranhar todos os cheiros
O Azul confunde-me, no céu no rio nos teus olhos
sinto o calor invadir-me lentamente o corpo
mas este caminho tão estreito e cheio de escolhos
não me deixa sossegado,nem tão pouco seguro
estas esquinas que dobro,sem ver o fim das ruas
sempre o mesmo passo, sempre o mesmo vazio
sempre as mãos estendidas em busca das tuas
e a raiva do vento a entranhar todos os cheiros
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